Termos de Uso do Coro

Estes termos valem para todo mundo que recebe acesso ao Coro. Se você tem login, eles valem para você.

O Coro é uma ferramenta interna de escuta digital e análise cruzada de redes sociais, construída e operada pela GRAAL.hub para a campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) ao governo da Bahia em 2026. Primeiro turno em 04/10/2026.

O sistema roda 100% online, em coro.graalhub.com, sobre Cloudflare Workers e banco D1. Não existe instalação local. O acesso é por login OIDC do Google, restrito a uma lista de e-mails autorizados.

Estes termos andam junto com a página de consentimento e política de privacidade (lgpd-consentimento.md). Um trata de dado pessoal; este trata do seu uso do sistema. Leia os dois.


1. Finalidade: para que o Coro existe

O Coro existe para uma coisa: acompanhar o que está sendo dito publicamente sobre a campanha, sobre adversários e sobre os temas em disputa, para orientar a comunicação.

É isso. Qualquer uso fora disso está proibido, mesmo que pareça inofensivo, mesmo que seja para um cliente da agência, mesmo que seja "só para ver".

Especificamente, o Coro não é:


2. Acesso e credencial

2.1. O acesso é pessoal. Seu login é seu. Ele identifica você em cada ação registrada pelo sistema.

2.2. É proibido compartilhar credencial. Isso inclui:

Se alguém precisa ver o Coro, o caminho é pedir acesso. Leva minutos. Emprestar login não é atalho, é apagar o rastro de quem fez o quê.

2.3. Papéis. O sistema tem quatro papéis: owner, admin, analyst e viewer. Cada um alcança um conjunto de rotas. Não tente contornar o seu papel, nem pedir a outra pessoa que execute por você algo que o seu papel não permite.

2.4. Suspeita de comprometimento. Se você suspeitar que sua credencial vazou, que sua máquina foi comprometida ou que alguém entrou com o seu acesso, avise imediatamente em coro@graalhub.com. Não espere confirmar. Avisar cedo e estar errado não gera consequência nenhuma. Avisar tarde, sim.

2.5. Saída. Ao sair da campanha, da equipe ou da função que justificava o acesso, avise para que ele seja removido. O acesso não é seu por ter sido seu um dia.


3. Exportação

3.1. Toda exportação é registrada. O audit_log grava o evento de exportação com identificação de quem exportou e quando. O log registra ação, nunca conteúdo de menção. Não há exportação anônima no sistema.

3.2. Exportação é para uso dentro da campanha. É proibido exportar dado do Coro para:

3.3. O arquivo exportado continua sendo dado da campanha. Ele sai do sistema, mas não sai da regra. Quem exporta responde pelo arquivo: onde guardou, para quem mandou, e por apagá-lo quando a finalidade acabar.

3.4. Sem cópia paralela. Não monte base espelho do Coro em planilha pessoal, drive particular ou ferramenta de terceiro. Cópia paralela escapa do purge_after, escapa do audit_log e escapa do controle de acesso — ou seja, desfaz de uma vez as três proteções do sistema.


4. Confidencialidade

4.1. O conteúdo do Coro é estratégico de campanha. Painel, boletim, alvo monitorado, recorte de tema, leitura de crise: tudo isso revela para onde a campanha está olhando e o que ela considera problema. Vale como informação estratégica mesmo quando o dado de origem é público.

4.2. Não divulgue. Não poste print. Não mande boletim para grupo fora da equipe. Não comente com jornalista, com fornecedor, com outra campanha nem em rede social. Não fale sobre os alvos monitorados fora do círculo autorizado.

4.3. O dever continua depois. A obrigação de sigilo não termina quando o seu acesso é removido, nem quando a eleição acaba.

4.4. Se for cobrado. Se alguém de fora pedir dado, relatório ou explicação sobre o Coro — inclusive por via formal — não responda por conta própria. Encaminhe para coro@graalhub.com.


5. Propriedade

5.1. O Coro — código, banco, esquema, painéis, boletins e material derivado — é da GRAAL.hub. O acesso concedido a você é uma licença de uso interno, limitada à finalidade destes termos, revogável a qualquer tempo e sem qualquer transferência de propriedade.

5.2. Trabalho produzido dentro do sistema no contexto da campanha pertence à GRAAL.hub, no âmbito do serviço prestado à campanha.

5.3. Dados abertos do TSE entram sob licença CC-BY e continuam sujeitos aos termos dessa licença — inclusive a atribuição da fonte quando forem republicados.

5.4. Conteúdo de terceiro coletado do YouTube, Instagram, TikTok, X e portais de notícia continua sendo de quem publicou. A GRAAL.hub trata esse conteúdo, não o possui. Isso importa na hora de citar: matéria de portal se cita com fonte e link, não se reproduz inteira.


6. Uso das APIs e plataformas de terceiros

O Coro depende de serviços de terceiros, e o uso deles tem regras próprias. Descumprir essas regras derruba a coleta e expõe a campanha.

6.1. Respeite os termos de cada plataforma. YouTube, Meta (Instagram), TikTok, X e Bright Data. Os termos deles valem sobre o que você faz por meio do Coro. Na dúvida sobre se algo é permitido, pergunte antes de fazer.

6.2. Só conteúdo público. Nada de perfil privado, nada de área que exija aceitar solicitação, nada de conteúdo atrás de senha de terceiro. Nada de grupo fechado de WhatsApp ou Telegram — o sistema não tem essa porta e ninguém deve tentar abri-la por fora.

6.3. Extensão do Instagram. Ela roda na sessão do próprio operador. Isso significa que o que ela faz é atribuído à sua conta pessoal. Use apenas para leitura de conteúdo público, no ritmo normal de navegação. Se sua conta for restringida ou bloqueada por uso fora do padrão, o problema é seu e é da campanha ao mesmo tempo.

6.4. Não automatize interação. É proibido usar o Coro, a extensão ou qualquer script associado para seguir, deixar de seguir, curtir, comentar, compartilhar, denunciar ou enviar mensagem. A ferramenta lê. Ela não age nas redes.

6.5. Não burle limite técnico. Não contorne limite de taxa, não use conta descartável para ampliar coleta, não tente escapar de bloqueio de plataforma. Os limites do sistema existem por dois motivos: cota real e proteção jurídica.

6.6. Bright Data. A coleta de TikTok e X passa pela Web Scraper API deles e está sujeita aos termos contratados. Não use as credenciais do Bright Data para nada fora do Coro.

6.7. Nova fonte precisa de decisão. Ninguém adiciona fonte de coleta por conta própria. Fonte nova exige avaliação — legal e de arquitetura — e obriga revisão destes termos e da política de privacidade.


7. Conduta eleitoral

Ano eleitoral tem regra própria, e o custo de errar não é técnico.

7.1. Nada de disparo em massa. É proibido usar qualquer dado do Coro para alimentar disparo de mensagem em massa — WhatsApp, Telegram, SMS, e-mail ou qualquer outro canal. O Coro não produz lista de contato, e o que dele sair não pode virar uma.

Registre-se ainda que a legislação eleitoral brasileira trata da propaganda na internet e veda a venda de cadastro de endereços eletrônicos. Independentemente do detalhe legal, a regra interna aqui é mais simples: dado do Coro não vira lista de contato, em hipótese nenhuma.

7.2. Nada de perfil falso. É proibido usar o Coro para criar, operar, coordenar ou dar suporte a perfil falso, conta automatizada ou rede de amplificação artificial. Isso inclui usar o painel para calibrar o que uma rede dessas deveria dizer.

7.3. Nada de desinformação. Não use o sistema para produzir ou testar conteúdo enganoso, nem para medir a eficácia de conteúdo desse tipo.

7.4. Nada de perseguição individual. Não use o Coro para monitorar pessoa específica que não seja figura_publica ou veiculo. Não exponha, não hostilize, não organize resposta coordenada contra cidadão comum que criticou a campanha. Criticar candidato é direito, não é alvo.

7.5. Adversário é figura_publica, não é alvo pessoal. Acompanhar a comunicação pública de adversário é trabalho legítimo. Vasculhar a vida privada de quem quer que seja não é, e não é isso que o sistema faz.

7.6. Números com procedência. Ao levar um número do Coro para fora — reunião, apresentação, material — leve junto o método e a limitação. Volume é fato; sentimento, quando houver, é amostral e humano. O sistema não faz análise de sentimento automática por IA, e apresentar estimativa como medição é erro sério.


8. Violação

8.1. Como se detecta. O audit_log registra login, login negado, logout, coleta, exportação, alvo criado, descarte e limite de taxa excedido. Padrão fora do normal aparece — exportação em volume atípico, acesso em horário estranho, tentativa repetida de rota acima do papel.

8.2. O que acontece. Diante de indício de violação, a GRAAL.hub pode, a seu critério:

8.3. Consequências fora do sistema. Dependendo do que houve e do vínculo de quem fez, a violação pode ter reflexo contratual, trabalhista, cível, eleitoral ou criminal. Estes termos não definem penalidade — quem define é a lei aplicável e o contrato de cada um.

8.4. Suspensão preventiva não é acusação. Diante de suspeita de credencial comprometida, o acesso pode ser cortado primeiro e apurado depois. Isso protege a base, não pune ninguém.

8.5. Quem avisa não é punido pelo aviso. Quem reporta o próprio erro, ou um problema que encontrou, é tratado como parte da solução. O que agrava uma violação é o silêncio, não o erro.


9. Alterações e vigência

9.1. Estes termos podem mudar. Mudança relevante é comunicada a quem tem acesso, e o sistema pode exigir novo aceite.

9.2. Fonte de coleta nova obriga revisão destes termos antes de entrar em operação.

9.3. O acesso pode ser revogado a qualquer tempo, com ou sem motivo declarado.

9.4. As obrigações de confidencialidade (seção 4) e as regras sobre material exportado (seção 3) continuam valendo depois do fim do acesso.


10. Contato

Dúvida sobre estes termos, pedido de acesso, aviso de saída, suspeita de incidente ou pedido de titular de dado: coro@graalhub.com.


Este documento foi redigido por um assistente técnico e não substitui revisão por advogado especializado em direito eleitoral e proteção de dados. Antes de a equipe ampliada entrar no sistema, submeta a revisão jurídica.

Versão: 1.0
Data: 17/08/2026
Alterações desta versão: primeira redação.
Próxima revisão obrigatória: a cada nova fonte de coleta adicionada ao sistema.